Seus pensamentos o levaram ao desespero, fazendo-o acreditar que é indigno.
Seus pensamentos o levaram ao fracasso e à doença.
O levaram até a morte.
Todas essas coisas você criou.
Pois o criador ardente que existe em você, que tem o poder de transformar um pensamento em universos, ou de colocar estrelas incandescentes nos céus por toda a eternidade, se aprisionou em crenças e dogmas, na moda e na tradição, em pensamento limitado após pensamento limitado.
E é a sua própria incredulidade que o impede de viver.
Em que você não acredita?
Em tudo o que não pode perceber com os sentidos do seu corpo, em tudo o que não pode ver, ouvir, tocar, provar e cheirar.
Ensine-me uma crença, coloque-a em minha mão.
Ensine-me uma emoção, quero tocá-la.
Ensine-me um pensamento, onde está?
Mostre-me uma atitude, como é?
Mostre-me a imagem do vento.
E mostre-me o tempo, o mesmo que roubou os preciosos momentos da sua vida.
Você desconfiou dos maiores presentes da vida; e por isso, não permitiu que ocorresse um entendimento mais ilimitado.
Vida após vida, existência após existência, você se imergiu tanto nas ilusões deste plano, que esqueceu o maravilhoso fogo que flui dentro de você.
Em dez milhões e meio de anos, você passou de uma entidade soberana e todo poderosa para estar preso à matéria, escravizado por suas próprias criações de dogmas, leis, moda e tradição; separado por país, fé, raça e sexo; imerso em ciúmes, amargura, culpa e medo.
Você se identificou tanto com seu corpo que se aprisionou na sobrevivência e esqueceu da essência invisível que você realmente é: o Deus que vive dentro de você, que o permite criar seus sonhos, quaisquer que sejam.
Você rejeitou abertamente a imortalidade; e por isso, morrerá, e voltará aqui uma e outra vez.
Por isso, aqui você está novamente, depois de ter vivido durante dez milhões e meio de anos e ainda se apega à sua incredulidade.
Deus, a totalidade do pensamento, é um grande teatro, de fato.
E ele o permitiu escrever sua própria obra e representá-la acto após acto no palco.
E quando a cortina cai, quando a última palavra é dita e a última reverência é feita, você morre.
Por quê?
Porque você, o criador supremo das leis, acredita que isso acontecerá.
Esta vida é um jogo; uma ilusão.
Tudo é.
Mas vocês, os actores, chegaram a acreditar que é a única realidade.
No entanto, a única realidade que sempre existiu e sempre existirá é a vida, uma essência de ser livre e sempre contínua que o permite criar seus jogos da maneira que quiser.
Quando você percebe que tem o poder, com seus pensamentos, de se colocar na ignorância, na doença e na morte, você também perceberá que tem o poder de se tornar maior simplesmente se abrindo para um fluxo de pensamento mais ilimitado que o permita ter maior génio, maior criatividade e viver para sempre.
Quando você percebe que o Deus que criou o corpo no princípio é o poder que está dentro de você, seu corpo nunca envelhecerá nem ficará doente, e nunca perecerá.
Mas enquanto você se apegar às suas crenças e limitar seu pensamento, você nunca experimentará a infinitude que deu glória ao sol da manhã e mistério ao céu do entardecer.
RAMTHA – O Livro Branco